sexta-feira, 14 de novembro de 2008

What´s next??

Ninguém tem saudade de momentos ruins, apenas dos bons, certo?

Se alguém tem muitas saudades, significa que já vivenciou muitos momentos ótimos, cruzou com muitas pessoas interessantes, realmente fez aquele dia ser apaixonante. E a saudade passa a ser a maior prova de que o passado valeu a pena.

Então, essa desgraçada dessa tal saudade deveria ser algo realmente muito, muito bom mesmo.

Mas não é. Chateia. Incomoda. Persiste.

Deixa uma sensação de frustração, em que você olha para alguma coisa procurando outra, e realmente se ilude esperando pela outra. Como se sua alma estivesse dizendo para onde ela quer voltar, mas não consegue.


De vez em quando, essa saudade dá um intervalo. Ela cansa de encher o teu saco de te chatear e se transforma em um pouco de esperança, traduzida na espera às vezes paciente às vezes ansiosa de que momentos como aqueles voltem.


Tá vendo só Bob? Na hora que resolvo ter sentimentos, não sei o que fazer com eles!!

As coisas andam se complicando demais para o meu gosto....

AffE!!!



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E agora José?

Às vezes, essa minha mania de mudar constantemente de perspectivas e objetivos realmente me cansa.
As muitas certezas e planos que eu tinha 1 mês atrás, hoje já não valem mais nada.
Não sei se é só o dia nublado, o aniversário ou a época natalina se aproximando.
Mas acho que não era uma boa hora para incertezas...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Já disse que "te amo" hoje?

Por que será que seres que mantém um relacionamento consideravelmente estável e/ou freqüente (amantes, namorados, casados, rolos, o que seja) insistem no “para sempre”?
Uma semana, um mês, um ano de relação depois, e um deles, geralmente o mais carente, já surge com a velha prisão idéia perpétua do “te amo para sempre”, “estarei ao seu lado para sempre”, “serei feliz ao seu lado, para sempre”.


Céus! Qual é o problema com o “hoje”? O presente? Onde está aquele tão estratégico "que seja eterno enquanto dure"?


Ninguém tem garantias de como as coisas serão ou quanto tempo vão durar. O tempo e as experiências pelas quais passamos fazem com que tudo mude: nossa perspectiva da vida, nossos gostos e objetivos. Portanto, não é impossível que, ao longo disso tudo, mude também o nosso conceito de “pessoa ideal” para termos ao lado.


Então, que tal ir devagar? Mês a mês? Semana a semana, por favor? Calma, depois você pensa e decide....se cansa, pensa e decide de novo vai....


Além do que, existem tantas idéias implícitas por trás de “juras”, que muitas delas merecem uma(s) certa(s) dose(s) de desconfiança.

Lembra quando você fazia cara de criança carente para sua mãe ou para sua tia, para conseguir alguma coisa difícil ou anteriormente negada?

Parabéns! Você cresceu, e seu artifício de manipulação foi aperfeiçoado: agora você diz “Eu te amo”.

E consegue muito mais coisas. E muito mais legais, obviamente.

Favores, concessões, perdões, induções de culpa, domínios, permissões dos mais diversos graus. Só não diz “eu te amo” para o policial não te dar multa ou para o seu chefe te dar um bom aumento porque não cola. Senão diria.


Igualmente, há o “estarei ao seu lado para sempre”, momento crucial em que um decide pelos dois o comportamento futuro que deverão apresentar. O outro automaticamente tem que decidir a mesma coisa. E "pobre" dele se não decidir. Afinal, oras, "te amo".


O curioso é que na maioria das vezes, quem decide pelo “para sempre” é a mulher, quando ainda é namorada, para impor avisar que você vai casar com ela, e o homem, quando já se tornou marido, para firmar o direito de posse e evitar possíveis corneamentos traições.


Infelizmente (ou não) humanos funcionam nessa simplicidade, cheia de imposição e domínio mascarados de romantismo. Ganha mais quem souber manipular melhor.

Mas nem tudo está perdido. Pode-se torcer para que o as coisas mudem. Afinal, elas mudam. Em breve o Lula sairá da “Prisidência”, e a Sandy nem é virgem mais.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Momentos Polishop

Já li sobre uns poucos casais que mesmo casados, preferem manter uma certa distância, morando em casas separadas. Como eles mesmos justificam, são os tempos iniciais de namoro eternizados. Apenas se encontram arrumados, cheirosos, bem humorados, sem stress do trabalho. Sem muito tempo para revelar manias, neuroses e chatices. Sem aquela roupinha velha furada, manchada, quase desintegrando, mas que é a coisa mais confortável do mundo e que você a-do-ra usar quando está em casa.

Acho excelente. Sou fã desse estilo de vida caramujo-cada-um-com-a-sua-casa. Já considero abençoado o arquiteto que resolveu fazer uma suíte com dois banheiros.
Ninguém merece dividir banheiro. Ainda mais com a sua alma gêmea... aquela doce e iluminada figura angelical, que em certos momentos, principalmente de manhã, é tão humana quanto você.

Aliás, já reparou no jeito que você, mero mortal, acorda?
Há dias em que você sai da cama, se arrasta até o banheiro, dá aquela olhadinha no espelho, se assusta com você mesmo, ri e pensa “nossa! Meu Deus! Preciso de um banho urgente!”.
Realmente, depois de um bom banho, você volta a virar gente. Ainda bem.
Mas convenhamos: sua mãe – que te acha lindo sob qualquer circunstância – vendo esta figura levemente disforme esparramada na mesa do café-da-manhã é uma coisa. Seu par, que “tem que manter” aquela admiração e desejo por você, é outra.

E se não dá para morar separado, considero que pelo menos uma cama para cada metade da laranja seja uma prática altamente estratégica.
Já dividi por um certo tempo o espaço do meu sono. E só então descobri como eu odiava. Não vejo sentido – nem praticidade, e muito menos conforto – em dormir juntos a noite toda, toda noite, noite após noite. It´s annoying!

Dividir a cama é o cúmulo do romantismo nos filmes e novelas mexicanas, em que todo mundo já acorda arrumado, maquiado e com hálito Colgate-white-Fresh-plus-mint. Até o cachorro já acorda bem disposto e apresentável.
Diariamente, é chato. Puramente
chato. Porque é real demais.

Todo dia você acorda meio tonto, descabelado, inchado e amassado. Lembra quem é você e que tem que correr para o trabalho. Olha para o lado e vê aquela figura detentora de seu amor e desejo igualmente descabelada, inchada e amassada, babando e roncando com a boca semi-aberta – o encaixe perfeito para aquela bolinha de meia ali no chão ó...
Ondas quando o outro se vira, a disputa pelo edredom, a “empurrada para o cantinho”. Sempre um acorda espremido, não importa o tamanho da cama. Mesmo que xingue, reclame, chute....

Dormir de conchinha = oh meu terno amor! Tempo máximo suportado pela coluna vertebral humana = 15 minutos.
Depois, é desconforto, dor nas costas, incômodo, calor. Muito calor.

E com um pouco de teimosia, a camisola de seda transparente não será abandonada pela dama na segunda semana de convivência, nem o cavalheiro terá a falta de noção do ridículo dormindo com camisetas “Zé da Feira – Vote 46”. De fato, praticável. Mas só no verão.
Tente se manter sexy no inverno. De pijama largo de flanela, meias, pantufas e gorros. Nariz vermelho de gripe. Coriza. Tosse. Delírios do Chá Vicky. Ah, é a coisa mais meiga do mundo, não é?

Não adianta. Certas coisas não funcionam como parecem.
A rotina caseira é uma delas. É quase um “produto Polishop”, em que você vê a propaganda e fica simplesmente fascinado, boquiaberto, desejoso... Se pergunta como sua vida e existência foram possíveis até agora sem aquele item...e ainda se sente miseravelmente infeliz por não tê-lo.
Até que você o compre, o receba em casa, e após a euforia da novidade e da leitura do manual, se dê conta de que caiu em uma propaganda enganosa – ou pelo menos incompleta.
Nada tão ruim, mas calma, nada tão perfeito e tão magnificamente indispensável. E com certeza sua felicidade não depende disso.

Eu já adquiri o meu “Poli”. Era tudo o que eu queria. Devolvi logo depois.
Há quem diga que eles funcionam. Há quem advirta que não é bem assim. Mas nós, teimosos curiosos, nunca ouvimos.
Coisas que só se aprendem experimentando. Típica criança que coloca a mão no fogo para conferir se queima mesmo. E é tão mágico, o design é tão bonito, vai que com você dá certo.

Então vai lá! Leve para sua casa! Adquira logo! Ligue djá!

sábado, 5 de julho de 2008

Assim, à toa

Eu sei, já são algumas várias teinhas de aranha neste blog. What a shame!!

Mas não que me faltem idéias. Muito menos reclamações, afinal quem me conhece sabe que sou a senhora reclamadora- implicante- exigente-“podia ser melhor”- “isso não foi suficiente”-“ah quase gostei hein”.

Apenas justifico que ando ausente por pura falta de tempo. E às vezes por “deixar para lá mesmo”, já de vez em quando acordo tão nazista que é melhor deixar o que passa pela minha mente pra lá mesmo.

Mas prometo que vou tentar me redimir. Reclamarei Escreverei com mais freqüência e de qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Até do poodle maldito da vizinha. Ou do pessoal que toma banhos semanais no inverno e acha de um desodorante Rexona disfarça a nhaca, ou aquela naftalina do casaco comprado na liquidação de inverno de 1987.

É bem por ae. Não gosto tenho paciência para a maioria dos humanos.

Eles se comportam de um jeito estranho, incoerente e ilógico. Eu também – nota-se. Mas como já dizem sabiamente no jardim de infância: “isso aqui é meu, o espaço é meu e eu reclamo do jeito que eu quiser”.

Além do que, a quem estou enganando? Mesmo que eu fingisse aceitação e complacência e dissesse que acho tudo bom e normal, não conseguiria fingir o suficiente. Os testes psicológicos para posse de arma ainda são muito complexos.

Droga!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Um brinde ao amor

Não vou discutir sobre a pressão capitalista embutida em dias comemorativos estrategicamente impostos pelo mercado, como o de amanhã, 12 de Junho, Dia dos Namorados.

Isso é muito sem graça e constante. E todo ano eu reclamo da mesma coisa, então qualquer coisa eu escrevo disso ano que vem.


Mas andei lendo umas teorias de Nietzche muito interessantes explicadoras do famoso amor e da intenção de fidelidade. Merecem citação, mas escrevo disto também depois, porque agora o sono é grande e amanhã o dia é longo....Afinal, tem que ter comemoração, já que é o Dia dos Namorados.


Enquanto isso, os outros 364 dias do ano continuam sendo dos solteiros.


Antiponto.

domingo, 8 de junho de 2008

Alguns dias, meses e anos depois...

Pessoas não mudam. Pelo menos não total e eternamente.

O que pode haver é uma suspensão temporária de determinado comportamento característico, por razões que variam desde conveniência até necessidade.

Na teoria, mudam-se hábitos para emagrecer, mudam-se aparências para agradar o chefe, mudam-se atitudes para provar para a namorada que finalmente a fidelidade vem em primeiro lugar.


Na prática, pessoas apenas se moldam conforme a situação enquanto lhes é conveniente, focadas em conseguir o que se almeja, convencer alguém a dar o que se quer, ou eliminar o que não é bem-vindo.

Mas situações são temporárias. Terminadas estas, também desfaz-se o molde.

E como a própria definição diz, se o comportamento é característico e portanto inerente, mais cedo ou mais tarde ele volta.

E como volta.